Páginas

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Lisboa eleita a quarta cidade mais bela do mundo

Lisboa foi considerada a quarta cidade mais bonita do mundo. A capital portuguesa está no top 10 das cidades mais belas do planeta, elaborado pelo site de viagens “Urban City Guides”.
A liderar a tabela está Veneza, seguindo-se Paris e Praga. Lisboa surge no quarto posto, sendo destacada como uma das cidades mais cénicas do mundo, com os seus miradouros, colinas e ruas pitorescas. Uma cidade de “uma beleza sem esforço com detalhes cativantes”, define o site.
O Rio de Janeiro aparece em quinto lugar, seguido de Amesterdão, Florença e Roma. Os nono e décimo postos são ocupados por Budapeste e Bruges, respectivamente.
No mesmo site, Portugal também aparece no top dos 10 países mais bonitos, conquistando o sexto lugar, atrás da Itália, que lidera a lista, da Espanha, da Austrália e da Grécia. Estados Unidos, Brasil, África do Sul e Alemanha completam os restantes cinco lugares do top.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Investigador português cria capacete de cortiça

Investigadores de Universidade de Aveiro criaram um capacete de cortiça, que reforça a segurança da cabeça de quem anda de moto. Segundo a revista Motociclista
, os vários testes realizados comprovam que a cortiça tem uma maior capacidade de absorver o impacto que a tradicional esferovite, usada por todos os fabricantes mundiais de capacetes, e mantém esta característica intacta no caso de o motociclista sofrer múltiplas pancadas na cabeça.
“Os revestimentos interiores dos capacetes, que servem para absorver a energia em caso de impacto, são hoje feitos quase exclusivamente em esferovite”, diz Ricardo Sousa, que lidera a equipa de investigadores.
“Este material, tem a vantagem de ser barato e leve mas tem uma grande desvantagem: quando sofre um primeiro impacto, deforma-se permanentemente, perdendo capacidade de absorção de energia. Assim, num eventual segundo impacto, o motociclista fica à mercê da sorte.”
Já o revestimento da Universidade de Aveiro, aponta Ricardo Sousa, “não só absorve muito melhor o impacto do que a esferovite pura, como mantém a capacidade de absorver impactos mesmo quando ocorrem vários seguidos”. A prova disso, empiricamente falando, “vê-se numa rolha de champanhe que, apesar de poder estar anos e anos comprimida no gargalo de uma garrafa, recupera praticamente a forma inicial assim que a bebida é aberta”.
“Por causa das legislações, a camada interna de esferovite tem vindo a aumentar ao longo dos anos. O resultado disso são capacetes cada vez maiores o que, esteticamente, não é muito agradável” diz Ricardo Sousa, também ele motociclista. Assim, o problema de tamanho que não se coloca com o projeto da UA já que a cortiça absorve mais energia de impacto que uma mesma quantidade de esferovite.
“Neste momento, depois de vários testes com diferentes associações entre esferovite e cortiça, existe já uma solução estudada e patenteada”, aponta o investigador. “É um híbrido”, descreve o responsável: “Trata-se de excertos de micro aglomerado de cortiça inseridos numa matriz de esferovite com as distâncias e tamanhos dos dois materiais devidamente estudados”.
A solução da Universidade de Aveiro para o revestimento dos capacetes pode torná-los mais caros. Mas a equipa de Ricardo Sousa está a pensar nas vantagens de proteção extra, sobretudo para capacetes de alta performance “em que o preço não é importante”:  Motociclismo, competições automobilísticas, ciclismo e hipismo são alguns dos desportos onde o capacete da UA pode vir a ser utilizado. A cabeça dos militares pode igualmente beneficiar desta investigação.
“A partir do momento em que este material ficou afinado está disponível para ser aplicado a qualquer tipo de protecção, seja para a cabeça, seja para outra parte de corpo”, afirma Ricardo Sousa.

"Casa da Severa" abre portas para homenagear Fado

Já está a funcionar como uma extensão do Museu do Fado a "Casa da Severa", espaço recém-inaugurado na antiga residência de Maria Severa Onofriana, considerada por muitos a "fundadora" do Fado, género musical que continua a fazer parte da identidade portuguesa e, em particular, lisboeta, que morreu precocemente aos 26 anos.

De acordo com a Câmara Municipal de Lisboa, a "Casa da Severa", localizada no agora chamado Largo da Severa, junto à Rua do Capelão, no bairro da Mouraria, abre as suas portas como centro local de interpretação deste género musical e vai acolher visitas de percursos temáticos, tertúlias, exibição de filmes, e, sobretudo, celebrar o Fado e os fadistas.

Em declarações à Lusa, fonte do Museu do Fado revelou que este novo pólo fadista da capital vai ter "atividades relacionadas com o fado" e terá em exposição "uma guitarra portuguesa, réplica de uma guitarra do tempo da Severa [de cravelhas] e reproduções alusivas ao tema", além de contar com um restaurante "num espaço totalmente renovado para o efeito".

A inauguração do espaço, cuja recuperação se inseriu no Programa de Ação QREN Mouraria promovido pela autarquia, aconteceu no passado dia 23 de Julho e ficou marcada por um ambiente de festa, com um espetáculo de rua que incluiu uma recriação da vida local na época da Severa e uma sessão de fados e guitarradas com um alinhamento organizado por Hélder Moutinho.
Em declarações à comunicação social presente por ocasião da inauguração, António Costa, autarca lisboeta, assinalou o facto de a data da inauguração ter coincidido com o dia de aniversário de Amália Rodrigues, outro nome incontornável da história do Fado.

António Costa sublinhou ainda a importância da "reabilitação de um edifício histórico em simultâneo com a revitalização da Mouraria" proporcionado pela inauguração da "Casa da Severa". 

Clique AQUI para aceder ao site oficial da "Casa da Severa" (ainda em construção) e AQUI para visitar a página deste novo espaço no Facebook.

Lince ibérico recupera da quase-extinção em Espanha. Segue-se Portugal.

Há 10 anos, o lince ibérico estava muito perto da extinção mas hoje, graças a um programa de conservação que envolveu caçadores, agricultores e a indústria do turismo, o número de espécimes triplicou de 94 para 312.
“Ainda não podemos festejar vitória, mas agora há esperança”, disse Miguel Ángel Simón, director do programa para a recuperação do lince na Andaluzia, no sul de Espanha. Há apenas cinco anos, o animal foi classificado como criticamente em perigo.
O projecto, financiado conjuntamente pelo governo de Andaluzia e pela União Europeia, foi apontado pela segunda vez pela UE como um programa de conservação exemplar. Bruxelas está a financiar 40% dos €26 milhões (R$ 76,8 milhões) necessários para estender o projecto para as regiões vizinhas da Extremadura, Castile-La Mancha e Múrcia – bem como para Portugal.
De acordo com Simón, citado pelo Guardian, o primeiro censos de linces realizado na Serra Morena e no Parque Nacional de Doñana não só detectou poucos linces, como também descobriu que a população de coelhos havia sido dizimadas por doença. E os coelhos são a principal fonte de alimento do lince.
O programa começou a criar linces em cativeiro, para o caso de estes se extinguirem na natureza. Quando o projecto actual foi lançado, em 2006, o governo andaluz trabalhou com os agricultores e clubes de caça, convencendo-os de que salvar o animal era do interesse de todos.
O lince foi transformado na atracção turística da região e foram criados 31 postos de trabalho a full-time, ligados a tarefas florestais em prol do programa. Esta vertente é muito significativa, já que o desemprego na Andaluzia se situa em torno dos 37%.
A segunda fase do programa envolveu a expansão do número de linces na região de Doñana. Alguns linces da Serra Morena foram aí libertados – e, para sucesso da iniciativa, no ano passado 61% dos linces recém-nascidos em Doñana eram descendentes de animais da Serra Morena.
A terceira fase do programa vai começar em Maio de 2014, com a introdução de animais em Portugal e em outras regiões.

Maior habitat de elefantes do norte da Europa prestes a abrir

O Noah’s Ark Zoo Farm, em Bristol, Inglaterra, está a construir um “hotel de cinco estrelas para elefantes” ecológico. O projecto no valor de €2 milhões (R$ 6 milhões) foi financiado em parte pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural.
Depois de cinco anos de trabalho, a construção está praticamente concluída e pronta para receber os primeiros inquilinos. O Elephant Eden vai garantir importantes melhorias no que diz respeito ao bem-estar dos elefantes, proporcionando-lhes um espaço pensado propositadamente para eles.
Trata-se do maior habitat artificial para elefantes no norte da Europa – tem nove hectares de área. Vai usar energia solar fotovoltaica, aquecimento a biomassa e recolha da água das chuvas – mecanismos que permitirão gerar a energia necessária para a casa dos elefantes e terrenos adjacentes. A maioria dos alimentos para os animais será cultivada numa quinta vizinha, informa o Business Green.
Pensado para gerir manadas de elefantes asiáticos e africanos, o projecto irá tornar-se num importante recurso moderno para os animais que já vivem em cativeiro. Eles vão poder desfrutar de uma zona de enigmas ocultos – tubos enterrados com comida escondida – e uma piscina de tamanho adequado à sua dimensão, por exemplo.
Ao longo do tempo, as condições de enclausuramento dos elefantes em jardins zoológicos ingleses têm-se tornado tão pobres que, no ano passado, o governo ordenou a melhoria das suas infra-estruturas – sob o risco de proibição de poderem continuar a albergar os animais.
Para começar, é esperado que um casal de elefantes se mude para a nova casa, mas com o tempo mais se juntarão aos privilegiados.

Estudante de Coimbra vence prémio europeu

Vítor Silva, João Andrade e Gabriel Falcão © Uni. de Coimbra
João Andrade, um estudante de doutoramento da Universidade de Coimbra (UC) foi o vencedor de um concurso europeu de “chips reconfiguráveis”, com um estudo que simplifica a criação de chips complexos. O concurso foi promovido por uma multinacional fabricante de chips.

Com base numa ferramenta informática de desenvolvimento de chips FPGA (Field-Programmable Gate Arrays)

, disponibilizado pela Altera, empresa promotora do concurso, João Andrade desenvolveu um projeto de criação de chips complexos, num curto espaço de tempo.

Este trabalho, orientado pelos professores Vítor Silva e Gabriel Falcão, da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), valeu ao estudante um prémio europeu de “uso comercialmente mais relevante”, atribuído a nível europeu.
De acordo com o comunicado enviado ao Boas Notícias, os professores da FCTUC explicaram que esta tecnologia, desenvolvida por João Andrade, “permite desenvolver hardware utilizando uma abordagem próxima do desenvolvimento típico de software”.

Assim, esta traz “grandes vantagens, nomeadamente ao nível do aumento da flexibilidade de desenvolvimento, da adaptabilidade do sistema a novas funcionalidades e de teste e correção de erros, o que não era possível até aqui”, acrescentaram.

O prémio, que vai ser entregue em Setembro, contemplou ainda, em duas outras categorias, alunos da Universidade de Creta (Grécia) e da Universidade Politécnica de Valência (Espanha).

domingo, 28 de julho de 2013

Ponto mais sul de Portugal Continental é um reduto de sustentabilidade

É o ponto mais a sul de Portugal Continental e um verdadeiro bastião de ecologia, mesmo com infra-estruturas turísticas que continua a trazer pessoas todos os anos. O restaurante pertence a José Vargas
, que há 22 anos transporta turistas de Faro até à Ilha Deserta. “Comecei por trazer turistas para conhecer a beleza do parque, as aves e caranguejos, tudo o que tinha vivido na minha juventude”, explicou o director-geral da Animaris ao Economia Verde.
A Animaris cresceu e começaram também a aumentar as preocupações ecológicas, até porque o local de trabalho, a Ria Formosa, não lhe dava outra alternativa. Uma das ideias foi criar um restaurante e bar em plena Deserta, o Estaminé.
O restaurante está colocado sobre estacas, para permitir que as sementes e biodiversidade não sejam afectadas pela construção. O grande desafio foi levar as infra-estruturas sanitárias e electricidade à Deserta, ilha que conta com apenas um habitante.
“Não há nenhuma infra-estrutura pública. Não há luz eléctrica, rede de esgotos ou água de rede. Somos nós que temos de fazer isto tudo”, explicou José Vargas.
Para ter electricidade, o Estaminé apostou em 40 painéis solares, o que lhe permite ser auto-suficiente – até – de Inverno. “Hoje é comum vermos painéis solares, mas em 1991 só eu e uns quantos “malucos” alemães da Costa Vicentina [os tínhamos]”, gracejou o empresário.
Os pratos servidos no Estaminé são locais, e os turistas até têm a possibilidade de falar com os pescadores e perceberem mais sobre a biodiversidade da Ria Formosa.

Ponto mais sul de Portugal Continental é um reduto de sustentabilidade

É o ponto mais a sul de Portugal Continental e um verdadeiro bastião de ecologia, mesmo com infra-estruturas turísticas que continua a trazer pessoas todos os anos. O restaurante pertence a José Vargas
, que há 22 anos transporta turistas de Faro até à Ilha Deserta. “Comecei por trazer turistas para conhecer a beleza do parque, as aves e caranguejos, tudo o que tinha vivido na minha juventude”, explicou o director-geral da Animaris ao Economia Verde.
A Animaris cresceu e começaram também a aumentar as preocupações ecológicas, até porque o local de trabalho, a Ria Formosa, não lhe dava outra alternativa. Uma das ideias foi criar um restaurante e bar em plena Deserta, o Estaminé.
O restaurante está colocado sobre estacas, para permitir que as sementes e biodiversidade não sejam afectadas pela construção. O grande desafio foi levar as infra-estruturas sanitárias e electricidade à Deserta, ilha que conta com apenas um habitante.
“Não há nenhuma infra-estrutura pública. Não há luz eléctrica, rede de esgotos ou água de rede. Somos nós que temos de fazer isto tudo”, explicou José Vargas.
Para ter electricidade, o Estaminé apostou em 40 painéis solares, o que lhe permite ser auto-suficiente – até – de Inverno. “Hoje é comum vermos painéis solares, mas em 1991 só eu e uns quantos “malucos” alemães da Costa Vicentina [os tínhamos]”, gracejou o empresário.
Os pratos servidos no Estaminé são locais, e os turistas até têm a possibilidade de falar com os pescadores e perceberem mais sobre a biodiversidade da Ria Formosa.

Ponto mais sul de Portugal Continental é um reduto de sustentabilidade

É o ponto mais a sul de Portugal Continental e um verdadeiro bastião de ecologia, mesmo com infra-estruturas turísticas que continua a trazer pessoas todos os anos. O restaurante pertence a José Vargas
, que há 22 anos transporta turistas de Faro até à Ilha Deserta. “Comecei por trazer turistas para conhecer a beleza do parque, as aves e caranguejos, tudo o que tinha vivido na minha juventude”, explicou o director-geral da Animaris ao Economia Verde.
A Animaris cresceu e começaram também a aumentar as preocupações ecológicas, até porque o local de trabalho, a Ria Formosa, não lhe dava outra alternativa. Uma das ideias foi criar um restaurante e bar em plena Deserta, o Estaminé.
O restaurante está colocado sobre estacas, para permitir que as sementes e biodiversidade não sejam afectadas pela construção. O grande desafio foi levar as infra-estruturas sanitárias e electricidade à Deserta, ilha que conta com apenas um habitante.
“Não há nenhuma infra-estrutura pública. Não há luz eléctrica, rede de esgotos ou água de rede. Somos nós que temos de fazer isto tudo”, explicou José Vargas.
Para ter electricidade, o Estaminé apostou em 40 painéis solares, o que lhe permite ser auto-suficiente – até – de Inverno. “Hoje é comum vermos painéis solares, mas em 1991 só eu e uns quantos “malucos” alemães da Costa Vicentina [os tínhamos]”, gracejou o empresário.
Os pratos servidos no Estaminé são locais, e os turistas até têm a possibilidade de falar com os pescadores e perceberem mais sobre a biodiversidade da Ria Formosa.

Coimbra: Classificação da UNESCO aumenta turismo

A classificação do conjunto arquitetónico composto pela Universidade de Coimbra (UC) - Alta e Sofia como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO no passado mês de Junho está já a aumentar a afluência de turistas àquela cidade portuguesa. O local que mais atrai os visitantes é a Biblioteca Joanina, afirmou, na quarta-feira, o reitor da UC.

João Gabriel Silva falava como convidado durante uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Coimbra, convocada por proposta da CDU, para debater a classificação da Universidade, Alta e Sofia como Património Mundial, considerada "uma honra e responsabilidade para o município e para o país". 

O reitor da UC estimou que, para visitar a Biblioteca Joanina, a "joia da coroa" da área inscrita na lista de Património Mundial, será necessário fazer "reserva com dias de antecedência" em função do aumento de turistas que, nos últimos dias, tem registado a "Casa da Livraria" setecentista. 
"É normal que as zonas classificadas" pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) registem, "inicialmente, um aumento de turistas", mas, alertou João Gabriel Silva, também é normal que, pouco depois se observem "decréscimos se não forem criados mecanismos que atraiam e fixem turistas". 

O responsável defendeu que a criação desses mecanismos "depende de todos", incluindo a Universidade de Coimbra, mas também a câmara municipal, o Governo, os departamentos descentralizados da administração central, as entidades públicas e privadas e os cidadãos. 

João Gabriel Silva aproveitou ainda a ocasião para sublinhar "a energia e visão" do seu antecessor à frente da reitoria da UC, Fernando Seabra Santos, que lançou e desenvolveu o projeto de candidatura da Universidade, Alta e Sofia a Património da Humanidade, bem como o "papel decisivo na reta final" do processo de candidatura de João Paulo Barbosa de Melo, atual autarca de Coimbra.

Além de João Gabriel Silva, foram convidados para participar na sessão o anterior reitor da UC Fernando Seabra Santos, Raimundo Mendes da Silva, o curador da candidatura da Universidade, Alta e Sofia a Património Mundial e a presidente da Comissão Nacional da UNESCO, que se fez representar por Maria José Morais.